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“Bolsonaro é nazista”, por Eduardo Martins

Eduardo Martins é professor de história da UFMS no campus de Nova Andradina

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Professor Eduardo Martins - Foto: Divulgação

No nazismo o perigo e o inimigo é o da raça (luta de raças). Hitler desenvolveu um amplo aparelho ideológico estatal e para-estatal de combate à raça judaica, mas que também massacrou negros, ciganos e homossexuais. Para isso o Parlamento alemão, Reichstag, criou um Departamento de Propaganda, gerenciado pelo Ministro Goebles, para difundir amplamente o ódio contra os não alemães, contra a raça que Hitler chamava de Ariana, ou seja, os brancos, heteros e cristãos.

O aparelho de propaganda psicológica nazista se baseava em pequenos filmes que comparava os judeus a ratos. A propaganda era veiculada dia e noite nas rádios, telejornais e nos cinemas em toda Alemanha atingindo todos os níveis da sociedade disseminando o ódio e a mentira. Diante de tanta propaganda mentirosa boa parte do povo alemão aderiu ao nazismo, exceto as pessoas inteligentes e humanistas. Criou-se um sistema de ódio, preconceito, xenofobia e principalmente racista.

No total os nazistas construíram cerca de 50 Campos de Concentração, lugares de extermínio, trabalho escravo, coleta, trânsito e prisão daquilo que os nazistas chamavam de inimigos da Pátria alemã.

O lema do regime assassino era “Alemanha acima de tudo”. O regime nazista foi financiado pelas empresas alemãs que tinham em contrapartida trabalho escravo nos Campos de Concentração, vejam os filmes; “A vida é Bela”, “Holocausto”, “O pianista” e “Lista de Schindler” todos exploram o regime de escravidão nazista nas fábricas que apoiavam o sistema nazista. A máquina de guerra e a nação nazista eram movidas pelo trabalho escravo em algumas fábricas, que se tornaram Campos de Concentração.

Hoje no Brasil vivemos algo muito parecido ao regime de propaganda psicológica nazista. Por meio das chamadas fake news, que na verdade é uma imensa operação de mentiras financiadas com verbas de Caixa 2 vindas de 156 empresas que bancam raquers cibernéticos atuando fora e dentro do país para mudarem os resultados das eleições em prol do candidato nazista bolsonaro. Estou usando aqui o conceito de nazista para ele porque segundo Mike Godwin, criador da Lei de Godwin, que proíbe usar o termo pra qualquer pessoa disse: “Só pra ficar claro, é ok chamar Bolsonaro de nazi”. Ou seja, ele foi classificado como um nazista pelo maior estudioso do tema.

Diante das ideias acima expostas, cada empresa, dentre elas a Havan, Centauro, Riachuelo, Americanas dão 12 milhões para raquers fazerem propagandas anti-petistas.

Também as associações comerciais de todo Brasil, lançaram apoio ao candidato nazista “A CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil) lançou nesta 4ª feira (2.out.2018) 1 manifesto de apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).” Teria a Acina (Associação Comercial de Nova Andradina) abraçado ao nazismo) quero acreditar que não.

O que temos, então, é uma imensa máquina de propaganda psicológica cibernética agindo dia e noite nas redes sociais, principalmente no whatsapp. Milhões de perfis e grupos falsos são criados a cada minuto para disseminar ódio, preconceito, racismo e mentira contra o PT, Haddad e Manuela. A máquina de propaganda nazista atual age nas redes sendo financiada pelos empresários brasileiros que tem no candidato nazista a garantia de recuperar os altos investimentos tirando os direitos trabalhistas como o fim do adicional de férias, 13° salário, e fim da Carteira assinada, conforme palavras do vice Mourão. Será que querem a escravidão tal qual no nazismo alemão? As empresas financiadoras desse crime eleitoral já gastaram 1,8 bilhão de Caixa 2 segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo do dia 18/10/2018. Para pagarem pacotes de whatsapp contra Haddad-Manuela.

Finalmente, o lema do nazismo era “A Alemanha acima de tudo” e o lema de bolsonaro é “Brasil acima de tudo”. Mais alguma dúvida? Ou pagará para ver? Depois não diga que eu não avisei.

(P.S) O título desse artigo é sugerido pelo advogado Mike Godwin criador da Lei de Godwin que diz que não se deve banalizar o termo nazismo. Mas que Bolsonaro é sim um nazista por ter antipatia à democracia e fazer apologia à tortura, à violência, ao racismo, e dizer que a PM deve matar muitos seres humanos, ele fala em 30 mil assassinatos, além de torturar homens e mulheres que serão presos, amarrados e violentados indefesamente, estando nus. Também propôs matar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

(P.P.S) Escrevo esse texto àquelas pessoas de boa fé e que ainda estão em dúvida sobre o nazismo e sobre a índole desse deputado federal há 29 anos.

(P.P.S.S) Você eleitor e fã daquilo que considera ser o seu mito, desconsidere esse texto, você já é um nazista. “o Brasil acima de tudo” cuidado com o que você fala.

Eduardo Martins é professor de história da UFMS no campus de Nova Andradina

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