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Caos em terra arrasada, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

A dívida pública brasileira corresponde a quase 90% do PIB, segundo o FMI. Portanto, entendo que o Brasil cresce a reboque do “Caos em Terra Arrasada”.

Não é necessário ser economista para entender que uma dívida tão alta, agravada pela corrupção, levou o país a um comportamento autofágico, degradando a qualidade da segurança pública, da educação, da saúde, da infraestrutura e dos programas sociais.

Consequências de diversos governos de ímpeto populista. Com comportamento perdulário, violando os princípios elementares da economia, gastando sempre mais do que se arrecada, e pior, gastando mal.

Esse comportamento gerou uma infinidade de efeitos deletérios para saúde econômica do país.

Por exemplo: a Organização Oxfam, que realizou estudos nesse sentido, mostra em seu site, que em 2017, 17 milhões de brasileiros viveram com menos de um real e noventa centos por dia.

Não adianta fulanizar. Muito menos ideologização ou partidarismo. Fato é que o país aumenta sua concentração de renda. Piora a Educação, não investe em cultura, em esporte, em ciência e tecnologia, em nada que possa desenvolver o ser humano e transformá-lo em uma agente no processo democrático.

O grande problema é que entra governo e sai governo e quando se faz alguma coisa para distribuir minimamente a renda, é feito como se tivesse fazendo uma benevolência, um favor eterno que justificasse a permanência do “benfeitor” para todo o sempre no poder. Quando na verdade distribuição de renda deveria ser política pública obrigatória, pois gastos sociais são obrigações do Estado, necessários no enfrentamento da pobreza.

É nesse cenário de obviedades da nostalgia da imoralidade e caos social que o Governo Bolsonaro tomará posse em 1º de janeiro.

Sua equipe econômica, de perfil liberal, inspira na economia Chilena, que termina 2.018 com uma renda per capita superior a US$ 25 mil, em paridade com o poder de compra.

O desafio do novo governo, no entanto, é harmonizar a relação com o Congresso Nacional. É convencer Deputados e Senadores a aprovar medidas econômicas que possam estimular a criação de empregos e possibilitar o crescimento em todos setores.

Outro desafio é enfrentar uma oposição forte, que moverá montanhas para barrar as votações no Congresso e promoverá uma forte onda contraditória ao novo Governo.

Para complicar, o novo Presidente e seus Ministros terão que conviver o mês de janeiro com o atual Congresso Nacional, pois os eleitos tomarão posse em 1º de fevereiro.

De toda maneira, é esperar para ver qual vai ser a música que Bolsonaro vai tocar para dar o ritmo de seu Governo. No momento, a única coisa certa é que Bolsonaro precisa encontrar a luz no fundo do túnel, aliás, primeiro precisa encontrar o túnel.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

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