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“Cartas na mesa – Estratégias para 2020”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

O tabuleiro do xadrez político, ou as cartas do baralho eleitoral, seja como for, estão sobre a mesa na busca pelas coligações e alianças visando as eleições de 2.020.

Normal. É da democracia brasileira. O que não é normal é o comportamento do Presidente Bolsonaro, que ignora as eleições de 2020 que elegerá novos prefeitos, vices e vereadores e abre a discussão sobre sua reeleição. Antecipa o debate de 2.022, como se as eleições municipais não compunham o calendário eleitoral, ou não tivesse alguma importância.

Bolsonaro bate-boca com líderes internacionais e no cenário interno, abre foco contra João Dória, seu provável concorrente, para disputar votos dentro de um mesmo eleitorado, ignorando a força da oposição mais de esquerda.

Porém, Dória não é o único alvo do Presidente. Bolsonaro ataca até mesmo seu Ministro da Justiça, Sérgio Moro, que aparece com uma popularidade de 54%, contra 29% de Bolsonaro.

Consultando os arquivos e a literatura das eleições brasileira, não encontrei algo assim. Verifiquei inúmeras estratégias interessantes. A que mais me chamou atenção foi a adotada por Jânio Quadros e também Tancredo Neves. Ambos procrastinavam. Empurravam com a barriga até o último momento para anunciar a candidatura.

Bolsonaro, ao contrário, com apenas oito meses de mandato já mandou avisar que é candidato a reeleição. Mesmo tendo dito que acabaria com a reeleição, mesmo demorando para converter as conversas, o gogó, em resultados práticos para melhorar a economia. Mesmo sabendo que em 2.020 tem eleições municipais. Ignora tudo e lança sua reeleição.

É uma estratégia correta? Não sei. Mas em se tratando de Bolsonaro, é um movimento no tabuleiro político, que seus adversários precisam analisar com cautelo, até porque, o Presidente já surpreendeu nas eleições passadas e deixou na poeira figurões da política nacional. Apesar de ser uma estratégia de risco, é bom pôr a barba de molho porque, de bobo, Bolsonaro não tem nada.

E as eleições municipais? Falo sobre eles semana que vem.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

elizeumuchon@hotmail.com

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