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Comemorando o ‘Dia Internacional da Dança’ jovens falam sobre paixão pela arte

Data é destinada a homenagear uma das manifestações artísticas mais antigas

No dia 29 de abril, comemora-se o ‘Dia Internacional da Dança’. Para contar suas experiências pessoais com essa arte, o Nova News convidou três dançarinos de diferentes localidades.

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Dançarino nova-andradinense, Junior Lima de 28 anos - Foto: Arquivo Pessoal

O dançarino nova-andradinense, Junior Lima de 28 anos, um dos organizadores do festival de danças urbanas “Vale das Ruas”, que ocorreu neste mês, foi um dos primeiros a falar sobre a relação com a dança.

“Comecei dançar há 14 anos, através do convite de duas amigas. Naquela época era mais difícil ver grupos de dança na tv, mas das poucas vezes que conseguia assistir, despertava meu interesse. Nunca fui bom com esportes, por isso decidi aproveitar a oportunidade, porém, não esperava que fosse me interessar tanto. Conheci a cultura hip-hop e procuro de alguma forma até hoje, romper as barreiras do preconceito que ainda existem quando se fala no estilo. Comecei me inserir nessa linguagem das ruas em 2007, quando recebi o convite para integrar o grupo independente da cidade, antigo ‘Rekebra’, que atualmente leva o nome de ‘Cia Storm de Dança’. Em 12 anos no grupo, a dança me levou para lugares que não imaginava e me fez conhecer pessoas inesquecíveis. Sempre busco me especializar na dança participando de viagens, cursos e festivais,” disse o dançarino.

Quando questionado sobre as mudanças em sua vida desde que começou a dançar, Junior brinca que não se recorda de como era sua vida antes disso. “A dança me fez ter sensibilidade no olhar, é uma conexão, estado de espírito, nela consigo colocar o que estou sentindo no momento. Funciona como uma forma de refúgio nas piores horas e confraternização nas melhores,” finalizou Junior.

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Vanessa R. Scalzavara, de 25 anos, da Cia ADR Crew Family, de Sorriso, no Mato Grosso - Foto: Arquivo Pessoal

Vanessa R. Scalzavara, de 25 anos, da Cia ADR Crew Family, de Sorriso, no Mato Grosso, também falou ao Nova News sobre sua inserção no mundo da dança.

“Cursava o 7° semestre de enfermagem, mas não estava feliz com a minha escolha. Então decidi trancar a faculdade e fazer o que sempre quis para minha vida: Viver no mundo da dança. Hoje posso dizer que foi a melhor escolha que fiz. Danço profissionalmente há dois anos e meio e já participei de competições em várias cidades, inclusive como jurada. A dança só trouxe coisas boas para minha vida, me ensinou a ser constante, dedicada, apaixonada, me tornou mais tolerante e permitiu que eu conhecesse muita gente legal e lugares incríveis. Também foi através dela que conheci meu esposo, Cláudio Magrão, que a cada dia faz com que eu me apaixone mais por essa arte. A dança fez com que eu me amasse mais e acreditasse mais no meu potencial. É a minha paixão, faz parte de quem eu sou. Posso não ser a melhor, mas sou a mais feliz em todas as aulas e em todas as vezes que entro no palco. Felizes aqueles que vivenciam essa incrível arte,” finalizou Vanessa.

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Patrick Fernando, de 27 anos, dançarino da cidade de Campo Grande - Foto: Edson Araújo Cotrin

Representante do Mato Grosso do Sul em danças urbanas na categoria solo, Patrick Fernando, de 27 anos, de Campo Grande, também falou à reportagem, sobre sua experiência.

“Iniciei na dança em 2005, através de um projeto social, denominado ‘Arte sim, violência não’, dirigido pelo coreógrafo Marcelo Barreto e posteriormente, em 2008, por Edson Clair, o maior fomentador das danças urbanas em Mato Grosso do Sul.

Através deste projeto fui capaz de enxergar que não precisaria seguir os mesmos caminhos dos meus amigos. Falando com  a propriedade de um morador da periferia de Campo Grande, sei que muitas vezes, as oportunidades não chegam até nós, fazendo com que sigamos por caminhos sinuosos. Por meio da dança, fui capaz de desenvolver diversas habilidades, além de vivenciar tudo o que esse universo nos proporciona.

Quando dançamos, todos os problemas são deixados de lado, seja em festivais, competições, nas baladas ou até mesmo no íntimo do quarto. Dançar é surpreendente e libertador. Então hoje, no ‘Dia Internacional da Dança’, eu só tenho a agradecer por estes 14 anos inseridos nessa arte, que vem mudando a minha vida, fazendo com que eu evolua a cada dia mais como pessoa. Para mim, a dança está em tudo,” finalizou Patrick.

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