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"Destaque do ano" por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

O ano começa sob o comando de um novo Governo. Paira no ar uma enorme expectativa e uma grande esperança. O Presidente Bolsonaro triunfou nas urnas e agora espera pelo menos 100 dias de lua-de-mel que sempre foi dado a todos os presidentes.

No entanto, essa lua-de-mel entre o Chefe do Governo e a sociedade, começa a azedar antes hora, em razão de algumas atitudes díspar entre o programa de governo e as práticas após a posse. O eleitor votou em Bolsonaro e não na lógica econômica de Paulo Guedes.

A primeira incoerência está na polêmica reforma da previdência, pois o candidato Bolsonaro dizia que a reforma de Temer era cruel, desumana e massacrava o povo, razão pela qual ele era contra. Seu programa de governo generalizou intenções bem mais suáveis, coerentes e palatáveis. Agora, a população está à mercê de Paulo Guedes que propõe algo mais salgado que Temer, (vamos aguardar a proposta ser entregue no Legislativo). Qual será a última palavra de Bolsonaro? Seguirá aquilo que escreveu em seu programa de governo ou se renderá a seu “Posto Ipiranga”? Essas decisões e posições do Presidente é que vai determinar o tamanho e a duração de sua lua-de-mel.

Contudo, o destaque deste ano, aposto que será o CONGRESSO NACIONAL. Tudo passa pelo Congresso. Neste aspecto, nota-se, que as raposas felpudas que por lá permanecem, entre as quais Renan Calheiros, que responde por 16 processos e Rodrigo Maia, também encrencado com a Lava Jato, lideram a disputa pela Presidência do Senado e da Câmara dos Deputados. Os novatos que assumirão em fevereiro, boa parte deles eleitos nas costas da popularidade de Bolsonaro, além de campanhas altruístas e ultramodernas pelas redes sociais, prometendo mudanças, renovações e uma cara nova ao Legislativo, vão ter que provar se essa mudança realmente foi para melhor, ou serão apenas massa de manobra, encurralados no baixo clero.

É cedo para dizer, todavia, o congresso é uma engrenagem altamente complicada, exigindo do parlamentar grande habilidade para o exercício do protagonismo. Há uma diferença muito grande entre escrever mensagens em grupo de WhatsApp e, efetivamente materializar suas ideias no congresso.

Então vejamos. O Partido do Presidente, PSL, já mandou avisar que vai apoiar Rodrigo Maia para Presidente da Câmara. Parece não ser uma atitude muito coerente com a campanha dos nobres deputados do PSL. Já no Senado, o Major Olímpio mostra firmeza e tenta se eleger presidente da casa.

Quando começar pra valer as votações importantes, então veremos que o Congresso Nacional realmente será o DESTAQUE deste ano. Ou terá uma atitude em defesa do povo, ou será subserviente a tudo. Desta forma, o Congresso poderá ser a instituição que irá consolidar o desenvolvimento do país, ou será o chancelador do retrocesso. Claro que o Congresso Nacional é a casa política de maior efervescência do país, cabe a ele ajudar o Presidente da República, aprovando o que é bom para o país e não aprovando eventuais loucuras de Paulo Guedes. Quem viver verá.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

elizeumuchon@hotmail.com

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