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“Dinheiro público para financiar os partidos”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Contra ou a favor? Eis a questão. No pensamento deste aprendiz cronista, dinheiro público é para custear a saúde, a educação, e todas as demais políticas públicas de interesse coletivo.

No entanto, as Leis permissivas no Brasil, destinam alguns milhões para custear as campanhas eleitorais.

O principal argumento é que nos Governos Lula e Dilma, (não que em outros Governos não aconteceram), mas com Lula e Dilma, a farra de dinheiro financiados pelas grandes empresas passou do limite. Os empresários financiavam as campanhas e depois mandavam no governo. A saída, segundo alguns, é usar dinheiro público para pagar a campanha dos candidatos.

Para tentar relativizar vamos fazer aqui uma breve comparação: Se você quer que seus filhos façam uma boa faculdade, certamente terá que destinar o que você ganha para bancar as despesas. É você investindo para que seus filhos possam ter uma carreira promissora. Certo?

Por outro lado, alguém que você não conhece resolve investir em carreira política. A diferença é que esse político será financiado por você, mesmo ele não sendo seu filho.

Por esta razão, penso que se alguém quer fazer carreira política, ele deve arcar com as despesas de sua campanha. Ele deve ser o único doador, afinal ele será beneficiado com a carreira que escolheu.

Nem financiamento privado, nem financiamento público. Cada um financie sua campanha, como no dia a dia fazemos para viver.

Digo isso, para exemplificar que a briga do Presidente Bolsonaro com o Dep. Luciano Bivar, presidente do PSL, tem um motivo específico.

Primeiro vamos lembrar que o PSL sem Bolsonaro era uma barraquinha de feira. Com Bolsonaro passou a ser uma loja de luxo. Sem Bolsonaro o PSL recebia 9,7 milhões para bancar suas campanhas. Com Bolsonaro passou para 110 milhões e irá em 2.020 para 500 milhões – Tudo dinheiro público – é claro. A razão do crescimento é porque tinha um Dep. Federal e elegeu cinquenta e três.

Toda essa grana ficará no comando do Partido, que é comandado por Bivar, de quem Bolsonaro não gosta. Daí dá para começar a entender o imbróglio, o fisiologismo, pois Bolsonaro não quer dar o beneplácito para Bivar, por ser persona não grata.

Sabemos que Bolsonaro sempre usou os partidos como hospedeiros para ser candidato, até porque a legislação tacanha que baliza os pleitos eleitorais no Brasil, engessa e obriga o sujeito estar filiado a uma agremiação partidária para poder disputar uma eleição.

Não é permitido candidatura avulso, ou seja, alguém ser candidato sem ser filiado a algum partido.

Digo com toda convicção, tudo isso seria resolvido se nossa legislação permitisse que cada um pague sua conta. Quem criou Matheus que o embale, quem quer investir em carreira política pague suas despesas, porém, sabemos que isso não vai acontecer, portanto, aperte os bolsos para pagar as despesas de campanha de VOSSAS EXCELÊNCIAS.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista.

elizeumuchon@hotmail.com

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