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Escolhido a ‘dedo’ para integrar elenco de filme no Rio, ator nova-andradinense diz que “a ficha ainda não caiu”

Fábio Arruda passou a ser destaque em longa-metragem logo após primeira atuação

Foto:Alexandre Films

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Colocando o pé na estrada para tornar real o sonho de participar pela primeira vez de um trabalho de grande proporção, o nova-novandradinense, Fábio Arruda, diz não acreditar fazer parte de produção cinematográfica “Fé em Deus” gravada no Rio de Janeiro. Conforme ele próprio descreve, “a ficha ainda não caiu” ao  ser um dos nomes escolhidos para compor o elenco.

De volta à cidade de origem, em uma pausa para a segunda fase das gravações, o ator foi convidado para conceder uma entrevista ao Nova News, detalhando como está sendo a participação no filme. Uma data que, segundo ele, nunca mais será esquecida, Arruda relembra que chegou à capital carioca no último dia 23 de março, dois dias antes da data prevista, a fim de conhecer melhor o lugar que encenaria o filme de longa-metragem.

Como não se bastasse ser um ‘achado’ com o perfil que o diretor-geral, Alexandre Henry, almejava para o papel, o que era para ser apenas uma participação sem tanto destaque, ganhou corpo após entrar em cena. “Cheguei com uma intenção, e logo de cara já fui escalado para fazer parte das gravações. Sem palavras para descrever, o diretor disse que se surpreendeu com a minha atuação. A princípio, o personagem que me indicaram teria apenas poucas falas e cresceu ao longo das cenas”, pontua Arruda.

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Fábio Arruda durante entrevista ao Nova News - Foto: Bárbara Ballestero/Nova News

Detalhando como é interpretar um miliciano que leva o codinome de “Laranjeiras”, Fábio Arruda frisa se tratar de uma experiência única em encenar um personagem que faz parte de uma realidade brasileira. “Membro da milícia que opera em uma comunidade do Rio, eu dou corpo a um sargento do Corpo de Bombeiros que tem um perfil agressivo. Taxado como extremamente frio e calculista”, pontua o entrevistado.

Ainda segundo o ator, dentro da trama existem divergências entre os próprios milicianos que não concordam com o chefe do esquema e travam uma constante rivalidade em busca de mais poder na comunidade. “Dominação é o termo que pode traduzir os membros da organização, assim como o personagem que interpreto, que sonham em chegar ao poder na comunidade que agem fazendo uma ‘ limpeza’ nos traficantes e “controlam tudo”, menciona.

Hoje aos 36 anos de idade, Fábio fala da emoção de estar participando do seu primeiro trabalho com essa dimensão. “Nunca imaginei que meu material na internet seria o suficiente para participar da seleção para integrar um elenco com outros grandes atores. O diretor, que é também um ‘caça-talentos’ viu que o meu perfil o interessava para o filme e não acreditei quando recebi uma mensagem no celular com o convite. Não hesitei e, sem pensar duas vezes, mergulhei de cabeça nesse projeto estudando o personagem que me indicaram. Só tenho a agradecer ao diretor tamanha oportunidade”.

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Diretor geral, roteirista, diretor de fotografia, ator e cinegrafista Alexandre Henry

Por fim, Fábio Arruda diz ainda não acreditar ter sido escolhido, por se tratar de um ator interiorano que está longe dos lugares das grandes produções. “Cresci na beira do Rio Ivinhema e hoje estou fazendo parte de uma produção carioca. Estou há quase 20 anos na estrada e comecei no teatro para quebrar a minha timidez. Nesse processo todo, também preciso agradecer Juliana Zampieri, que sempre me incentivou."

Sobre a segunda fase de gravação do filme, ele expôs que volta ao RJ nos próximos dias e até o começo de maio, o longa deverá ser finalizado. “Agora é só esperar e torcer para a produção final, que tem tudo para ser sucesso nos festivais que deverá participar”.

Fé em Deus

O projeto cinematográfico carioca é dirigido por Alexandre Henry, cineasta formado em Londres, na The London Film Schooll.

“Fé em Deus” conta a história de dois irmãos, que vivem numa comunidade, sob a tutela da mãe, que tomam rumos opostos na vida.

Ambientado no contexto socioeconômico que é realidade para muitos brasileiros, o filme tem como pano de fundo as relações humanas, familiares, religiosas e econômicas, em lugares onde imperam as condições precárias de habitação, serviços públicos, escassez de oportunidade de trabalho e educação.

FICHA TÉCNICA:

Produção: Alexandre Films

CoProdução: Line Star Films

Direção Geral, Roteiro e Fotografia: Alexandre Henry

Roteiro: Alexandre Henry e Edi Wilson Marques

Direção de Arte: Fran Velho

Direção de Fotografia: Luciano Segne

Direção de Produção: Andréa Holl

Soundtrack and Effects: TRILAB de São Paulo

Música original: Poeta Soares

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