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Flores de Assa-Peixe, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

No dia 20 de novembro, tive o privilégio de participar do lançamento do livro: “Flores de Assa-Peixe, do escritor Thomaz Deluqui, em Anaurilândia. Trata-se de uma coletânea de Crônicas escritas por Thomaz Deluqui, entre os 1.953 e 1.968, até então inéditas, que virou um belo livro organizado por sua neta Mônica Deluqui.

O autor, já falecido (1987), depois de se aposentar como Procurador do Banco do Brasil, na Capital Paulista, (anos 50), comprou uma fazenda em terras que hoje consiste no Município de Anaurilândia, para a qual deu o nome de Fazenda Jiboia.

No período que viveu nessa região, teve a brilhante inspiração de registrar os acontecimentos, os costumes, a vida dura do sertanejo e com essa atitude, acaba contando boa parte da história da criação da Vila Água Amarela, que mais tarde ganhou o nome de Anaurilândia.

Por ser um intelectual, contribuiu muito, auxiliando com ideias, os fundadores Ciriaco Gonzales e Deocleciano Paes, especialmente Deocleciano de quem era mais próximo, por esta razão transmitia a ele informações de como fazer para fundar uma Vila.

Entretanto, quero destacar a importância literária desta obra. Embora suas crônicas tenham como cenário o sertão e como personagens os sertanejos desta região, bem com o dia a dia de nossos pioneiros, sua obra ultrapassa a barreira “bairrista”. É uma obra que agrada qualquer leitor, seja qual for o lugar onde mora. São histórias que nos conduz a um mundo inimaginável para os dias atuais. Não é ficção. Mesmo assim, no meu caso em particular, a leitura desta obra foi como estabelecer um diálogo incessante com o autor. Fui me misturando com o que estava sendo lido. Como Anaurilandense, aprendi um pouco mais sobre nosso passado, como leitor “contumaz”, saboreei histórias interessantes.

Em suma, este livro é de fundamental importância para a Educação e Cultura de Anaurilândia. Narra o cotidiano cultural. São histórias que contemplam os objetivos de uma geração sofrida, mas feliz. Foca os fragmentos da vida rural e ao mesmo tempo dá vida as memórias, permitindo que elas sejam reconstruídas através de novas abordagens. É uma obra inédita na historiografia da cidade, que vem sanar carências e esquecimentos, contribuindo na interpretação crítica do passado, em desafio ao futuro. A obra estimula o gosto pela preservação da memória, bem como incentiva educadores e estudantes a perceber a efervescência do cotidiano histórico de uma cidade.

Tive a rara satisfação, (a convite), de proferir singular palestra no lançamento do livro.

Belo trabalho de Mônica Deluque, que mostra ao mundo a obra de seu avô.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

[email protected]

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