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“Gato” de energia elétrica é furto mediante fraude, por Elizeu Gonçalves Muchon

Elizeu Gonçalves Muchon é professor e jornalista

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Assim definiu a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Porém, os nobres deputados, encontraram uma maneira para que o consumidor honesto pague a conta do pilantra que cometeu furto ao fazer ligação clandestina.

Em outras palavras, eu e você vamos pagar a nossa conta e a conta de alguém que fez um “gato”. Dá para acreditar?

Está tudo no projeto que destrava a venda das distribuidoras da Eletrobrás, aprovado na Câmara dos Deputados, dentro do qual os deputados colocaram dois “jabutis”.

O projeto original enviado pelo governo não tinha esse absurdo, mas duas emendas feitas e aprovadas pelos deputados, vão provocar um aumento de pelo menos 5% no preço da energia.

A primeira emenda diz que os prejuízos com os “gatos”, as distribuidoras podem repassar para o resto da população. A segunda é que clientes que tiverem consumo até 70 quilowatts por mês ficará isento de pagar a conta, mas esse valor será repassado na fatura dos demais brasileiros.

O projeto ainda precisa passar pelo Senado e depois sancionado pelo presidente Temer.

É algo para deixar qualquer um indignado. Senão vejamos: nossas nobres deputados(as), mesmo sabendo que é crime furtar energia, querem legalizar o furto e mandar a conta para o cidadão honesto pagar.

Se a empresa responsável pela distribuição não tem competência para fiscalizar e eliminar os “gatos”, pois é razoável que ela é quem fique com o prejuízo. Por que, eu e você temos que pagar essa conta?

São atitudes desta natureza que cada vez mais leva o país a impunidade e a corrupção, em detrimento do cidadão honesto e trabalhador.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

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