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“Ideologias mortíferas e de exibicionismo macabro”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

As redes sociais têm seu lado bom, mas, também é um meio eficaz para difundir ideologias mortíferas e de exibicionismo macabro. Falo do massacre de Suzano – SP, que não foi o primeiro e infelizmente não será o último. Constata-se, que a internet, não como um todo, mas especialmente a Deep Web – internet profunda – é a matriz principal de ideologias mortíferas, pois costuma debater temas violentos, ilegais e imorais. Uma espécie de escola para o crime e o terrorismo, que se aproveita da carência de jovens desajustados para promover o mal.

Toda desgraça desperta em cada um de nós a sensação de que seria possível ter feito algo para evitá-la. Passado a comoção tudo se esquece.

Nota-se que a sociedade brasileira, vive uma profunda inversão de valores e uma imensurável desconstrução do respeito básico, dos valores religiosos e familiares, produzindo monstros capazes de praticar uma chacina sem nenhum motivo.

Não é comum filhos que não respeitam os pais e pais que não fazem com que ganhar o respeito dos filhos. Não é comum alunos que não respeitam professores. Que não respeitam hierarquia. Que não tenham disciplina. Que desafiam a ordem social, que vivem às margens do estado democrático de direito. Não é comum, aliás não era comum no passado recente, hoje é absolutamente comum, infelizmente.

Vivemos uma realidade desconcertante. Um nevoento clima de insegurança. Vivemos em uma casa de pesadelos onde portas se abrem por lados errados.

Infelizmente a violência se manifesta de várias formas e motivada por vários canais. A violência, quase sempre é uma sedimentação, um desdobramento de carência afetiva. É resultado da falta de amor e respeito.

A questão é: como lidar com essa convulsão social? O problema está nas famílias? No Estado? No excesso de informações, boa parte das quais pautadas em falsas notícias? Ou, está em um congestionamento de conteúdos ultramodernos que fez das relações humanos um ambiente de exploração do ridículo?

Usar casos específicos para tirar conclusões gerais é um tanto perigoso, mas a convivência diária com violência em suas diversas matizes, além de insuportável é uma alerta para que o país como um todo encontre caminhos para tal solução. Tenho a convicção que o resgate dos valores familiares aliado a uma revolução educacional em nosso país, irá mudar essa página cinzenta de nossa história.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista.

elizeumuchon@hotmail.com

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