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“Incêndios na Floresta Amazônica”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

A alarmante multiplicação de incêndios na Floresta Amazônica, não diz respeito somente ao Brasil que abriga 60% dela, mas a um desarranjo global. Recentemente por exemplo, Portugal ardeu em chamas.

O Brasil, detém a posse soberana da Floresta, portanto, não se deve permitir que outras Nações ou Blocos, tenham ingerência na gestão de nosso território, porém, é preciso que o Brasil compreenda que o resto do mundo precisa dos benefícios ambientais da floresta.

A questão não são somente as queimadas, que por óbvio promovem consequências que reverberará ao resto do mundo, a questão maior é o desmatamento que motivam as queimadas.

O Governo Bolsonaro não está fazendo sua lição de casa. É necessária uma ação de Governo para proteger a Floresta Tropical, isto não está acontecendo, no entanto, os líderes Europeus não tem o direito de esculhambar o Brasil.

Para começar, precisamos melhorar nossas relações diplomáticas. Aceitar ajudas, mas com garantia de soberania, sem permitir que estrangeiros bote as mãos no que é nosso.

Isso é perfeitamente possível, mas o Governo brasileiro tem que agir com ponderação e capacidade de articulação, buscando arrancar ajuda sem ficar à mercê de outros países.

Bater de frente com países ricos, poderá custar bloqueios econômicos que poderá fritar o Brasil.

A crise é grave. Proteger nossas florestas é muito importante e necessário, por se tratar de proteger o planeta e ao mesmo tempo garantir a boa relação com o resto mundo.

O que atrapalha é a diplomacia vulgar do Brasil. Essa diplomacia equivocada, pode render aplausos momentâneos a seguidores do Governo, mas causará uma enorme dor de cabeça a médio prazo.

Resta dizer que a floresta protegida rende muito mais dinheiro para o Brasil do que transformá-la em pastagens. É só explorá-la de forma sustentável.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

elizeumuchon@hotmail.com

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