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“Mais um partido político”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Isso é bom ou é ruim? Penso que depende da maneira de pensar de cada um. Hoje, no Brasil existem 32 Partidos Políticos regularizados no TSE. Outras dezenas estão em análise no TSE e por derradeiro o Presidente Bolsonaro avisou que vai criar seu próprio partido – Aliança Pelo Brasil.

São duas as correntes de pensamentos sobre o assunto. A primeira é que quanto mais partidos existirem, melhor para a democracia, pois partido pressupões “parte” da sociedade e cada seguimento e/ou agrupamento ideológico ou profissional, enfim, possa se organizar em agremiações partidárias. A segunda é de que o importante é que se tenha o menor número de partidos possíveis, cujo número reduzido evitará negociatas e vendas de legendas fatos recorrentes no Brasil, com o qual estamos acostumados a conviver, tornando-se nascedouro de focos de corrupção, infelizmente.

Tem ainda os que pregam a liberação total via candidatura avulso, sem que o cidadão necessariamente esteja filiado a um partido, opção proibida pela lei no Brasil.

Por fim, tem os que clamam por uma reforma política que possa estabelecer novos alinhamentos nesta salada de agremiações partidárias.

Para muitos cientistas políticos, no Brasil e na Amarica do Sul, o que se vê é uma política que oscila entre uma esquerda lacradora e uma direita de gado, ficando longe de uma sociedade mais justa.

O vácuo entre a esquerda e a direita, o que em tese seria o centro, não difere muito quando o assunto é partido político. Temos uma salada de partidos com posições praticamente iguais e que caminham conforme os ventos do interesse.

Trata-se de cultura da República Velha. Pois vejamos, é difícil sincronizar os relógios com os desafios do próprio tempo. O nosso é um campo minado pelos entulhos do passado, especialmente com o golpe da República. Não foi nada nobre o processo da Proclamação da República liderado por Deodoro. Ali nascia o jeitinho brasileiro de lidar com os partidos políticos.

... E viva a Democracia.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

Elizeumuchon@hotmail.com

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