Segunda, 16 de Dezembro de 2019
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Nova Andradina - Debate sobre a construção da autoestima da mulher negra marca abertura da programação da 8ª Alameda Cultural

Roda de conversa ocorreu na Alameda Antônio Costa Santos, na área central de Nova Andradina

Fotos: Bárbara Ballestero/Nova News

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Uma roda de conversa sobre a construção da autoestima da mulher negra marcou a abertura da programação da 8ª Alameda Cultural, alusiva ao Mês da Consciência Negra, na noite desta quinta-feira (21), na Alameda Antônio Costa Santos, na área central de Nova Andradina.

Pensar sobre a construção da autoestima da mulher negra, passando pelas discussões de cabelo, corpo e identidade é apontar diretamente na construção racial do nosso país e as tentativas de negar, relegar à margem qualquer característica que lembre a ancestralidade africana.

As palestrantes contaram da sua trajetória e do momento de "quando nasceram negras", entendendo que torna-se mulher e se renasce ao se compreender como mulher negra. Não é raro escutarmos "você não é tão negra assim" "você é moreninha" numa tentativa de suavizar as características ancestrais.

As participantes Nara Souza e Paula Andreine possuem salões onde trabalham com cabelos afros, crespos e cacheados e relataram o quão forte é a aceitação do cabelo no processo de "tornar-se" negra.

Thamara Macedo, mediadora da roda de discussão e professora da rede estadual e municipal de ensino, relatou como é importante uma educação antirracista que entenda a importância de se reconhecer negro.

“Dentro do movimento negro entendemos que nascemos pretos, mas nos tornamos negros. Preto é cor e negro é construção política. A construção de espaços de debates como esses é importante para repensarmos nossas práticas racistas no Brasil contemporâneo, sobretudo nesse momento em que se nega a coletividade e exclui o diferente. Vamos à contramão da necropolítica vigente e acreditamos que mudança se faz dentro dos coletivos e o afeto, construído cotidianamente é revolucionário,” disse uma das organizadoras da Alameda Cultural.

Programação

Na sexta-feira (22), a partir das 18h, ocorre a exibição do documentário “A Carne Mais Barata”, que será debatido por Fernanda Reis, também no “Espaço Refúgio”.

No sábado (23), ocorre a 8ª feira, a partir das 18h, com Flash Day Tattoo, da artista Luiza Casasco de Três Lagoas, palco aberto para apresentações e a apresentação da coreografia teatral “As flores que machucam”, da coreógrafa Thais Bernades, apresentada por Caroline Ribeiro e Luiz Henrique.

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