Sábado, 14 de Dezembro de 2019
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“O mundo está sangrando”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Tamanha é a violência espalhada pelo mundo, que não é nenhum exagero dizer que o mundo está sangrando.

Esse sangramento escarlate, dar-se-á a todo momento e em todos lugares, atingindo especialmente a população civil indefesa.

A origem de tal violência requer um amplo estudo para esclarecer os possíveis e reais motivos. Não é, evidentemente esse meu propósito nesta reflexão.

Basta dizer que as questões de cunho ideológicos, religiosos, políticos, sociais, sexuais e de impunidade estão por traz de todo sangue que mancha o chão de muitos territórios.

A preparação ardilosa de lavagem cerebral realizadas, por exemplo pelos grupos Islâmicos, com imensa covardia, induzindo adolescentes e jovens a se neoconverter a uma prática suicida que visa atingir quem estiver pela frente, em uma estranha reivindicação de anseios políticos, geralmente pautados em disputas por territórios, conflitos étnicos e religiosos, hoje não é mais exclusividades dos radicais Islâmicos.

Lavagens cerebrais são praticadas nas Escolas, que buscam doutrinar os jovens a pensar e agir de determinadas formas que nem sempre representa uma formação social de agrado da maioria, mas de um fundamentalismo pautado em interesses grupais.

Ou seja, uma parte da sociedade acaba ficando à mercê de uma formação doutrinada, como um animal que vai porque foi puxado por alguém, de outra forma não iria. Sendo que outra parcela da sociedade experimenta o submundo da pobreza e do abandono, cuja condição lhe posiciona como um impotente, ficando, por óbvio dependente do Estado, ou do estado paralelo que se organiza através das facções, milícias, narcotráficos e todo um mundo escuro.

As nódoas vermelhas, produtos de lutas e violências, se explica em duas colunas de sustentação. A primeira são os sangues derramados nas guerras, algumas estúpidas, outras necessárias, tal o caso das batalhas lideradas por Josué, sucessor de Moisés, que lutou para tomar possa da herança deixada por Deus aos Israelitas. Tratava-se de autentica batalha militar, perfeitamente mensurada em uma longa jornada de sangue suor e fé. A segunda – essa totalmente reprovada – é o derramamento de sangue nos confrontos entre irmãos por conta do tráfico, das milícias, das vagabundagens e tantos outros motivos torpes, de uma parcela caolha da sociedade, que busca vida fácil em detrimento do sofrimento alheio.

Seja como for, para o bem ou para o mal, sempre tem ali alguém na busca de capitanear seus seguidores. Valendo-se da vulnerabilidade dos jovens, vendo sempre uma solução com base em pensamentos que alimentam centenas de grupos sociais que compõem o complicado formato da sociedade.

O revoltante, é saber que em muitas Escolas, enquanto deveriam estar ensinando os conteúdos da grade curricular, dedicam grande parte para lavar a mente dos jovens e empurrá-los para a prática do fundamentalismo.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista.

elizeumuchon@hotmail.com

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