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“O poder paralelo”, por Elizeu Gonçalves Muchon

Elizeu Gonçalves Muchon é professor e jornalista

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

A frase ‘Ordem e Progresso’ escrita na bandeira do Brasil são letras mortas, desdenhadas, uma mera figuração. O Brasil está nas mãos de bandidos, narcotraficantes, milícias armadas até os dentes, vivendo suas próprias leis, no exercício do poder paralelo.

Tenho dito reiteradas vezes que a segurança pública tem que estar presente no debate das eleições que se aproxima, no entanto, não dá para tolerar o debate rasteiro, acusações pequenas, verdadeiras pieguices, como estamos vendo, lendo, assistindo, entre ideologias de esquerda e de direita.

O assassinato de uma vereadora no Rio de Janeiro – Marielle – protagonizou um debate de quinta categoria entre ideologias extremas, que não apontam soluções, ao contrário baixam o nível do debate e provocam um confronto ideológico desnecessário neste momento. É importante lembrar que milhares de pessoas morrem vítimas da violência urbana. Morrem policiais, mulheres, homens e crianças. Todos são seres humanos que deveriam estar protegidos pelo poder público, mas que estão órfãos, presos dentro de suas próprias casas, ou nas ruas à mercê da sorte sem um broquel para se proteger.

A antiga frase: “CASA QUE NÃO TEM PÃO, TODO MUNDO GRITA E NINGUÉM TEM RAZÃO”, é o que se aplica ao festival de acusações entre grupos políticos contra e a favor da vereadora assassinada. Lembremos que o mapa da violência mostra um senário estarrecedor em todo país. Não é um caso localizado.

Quero saber, efetivamente, qual o programa que cada candidato a presidente da República vai apresentar. Espero que apareça um programa à guisa das necessidades do Brasil, algo que permeia desde a repressão até os programas sociais, como educação, cultura e esporte, que possa garantir instruções e bons encaminhamentos para as próximas gerações, livrando-as das garras do narcotráfico.

A morte de Marielle e de milhares de outras pessoas, é tragédia que vai continuar. Estamos vivendo uma verdadeira guerra civil, ou o estado brasileiro reage a esta situação, ou as lágrimas das famílias brasileiras continuarão escorrendo entre o sangue escarlate de nossos cidadãos.

ELIZEU GONÇALVES MUCHON – PROFESSOR E JORNALISTA

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