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“O terceiro poste sem luz”, por Elizeu Gonçalves Muchon

Elizeu Gonçalves Muchon é professor e jornalista

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Com seu inegável poder discricionário de coronel dos tempos modernos, Lula já elegeu dois postes sem luz, Dilma e Temer. Ao eleger Dilma, (poste I), elegeu como vice o ex-queridinho do PT, Temer, que virou presidente, (poste II), todos sem luz, evidentemente, para não ofuscar o brilho do dono do PT Lula da Silva. Claro que os coronéis “coadjuvantes do MDB – Sarney, Barbalho, Renê, Temer e outros mais - sempre por ali pendurados feito morcegos famintos. AGORA, Lula, atrás do gradil, manda e desmanda rumo a sua brilhante missão de eleger o terceiro poste sem luz, de nome Fernando.

Faz lembrar Ilhéus do Cacau e os Romances de Jorge Amado, assim como a magnífica obra de Graciliano Ramos: “São Bernardo”, que relatam situações parecidas, (guardada as devidas proporções).

Triste realidade em plena era da internet, em que o povo ainda é tangido como gado, ou puxado nos cabrestos dos coronéis. Outros, (parte dos “intelectuais”), preferem ficar presos a ideologias fundamentalistas ou de direita ou de esquerda que nada ajuda para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Nesse senário melancólico, que nos exige equilíbrio, sabedoria e otimismo, tenho observado um clima de sensibilidade ao perdão. Gente condenada, chafurdada em escândalos, serão eleitas pelos quatro cantos do país, (perdão total). Não é à toa que em cada 10 brasileiros, 08 não sabem em quem votou para deputado ou senador na eleição passada. Aqui no MS, gente grande, como Zeca do PT e João Grandão - PT – condenados em segunda instância insistem em continuar representando o povo. Não é diferente com Vander Loubet, também PT, réu no STF.

Seja quem for o próximo presidente, é bom lembrar que o Congresso Nacional é quem aprova ou não as medidas a serem implantadas.

Vejo com profunda preocupação o paradoxo entre o discurso e o comportamento do cidadão. No discurso, todos dizem que não suportam mais a corrupção. Na prática, (pelo menos é o que mostram as pesquisas), gente condenada, com todo direito de ampla defesa, (caso do Lula), aparece nas pesquisas com larga aceitação. Verifica-se os mesmo com as famílias Sarney, Barbalho, Calheiros, Collor, Lobão e tantos outros Brasil afora, que continuam como sempre dominando as pesquisas e consequentemente continuarão dominando a política brasileira.

Todavia, a democracia vale muito a pena. Graças a Deus podemos escolher nossos representantes, podemos externar nosso ponto de vista e devemos respeitar o ponto de vista de outrem, pois isso subentende democracia.

Questões partidárias, sobretudo em um país em que temos quase quarenta partidos, são algo quase irrelevante. Daí a necessidade urgente de uma profunda reforma política. Não temos partidos, mas aglomerados de pessoas que se juntam para atender as exigências da Legislação Eleitoral. Resta observar o caráter do candidato. Seu passado, sua situação perante a justiça. Ser denunciado é uma coisa, ser condenado é outra muito diferente. Tem gente boa e honesta na esquerda, na direita, no centro, assim como tem bandido nos mesmos lugares. Essa é uma eleição que o valor da pessoa do candidato deve estar acima do partido, pois o que temos não são partidos, mas uma sigla que só tem servido para atender a legislação eleitoral, como já mencionei, e arrecadar fundo partidário.

Por exemplo, dados do TSE, mostram que os maiores partidos, todos, sem exceção, concentram a maior parte dos recursos do fundo partidário, 65% nos candidatos que buscam a reeleição. Um privilégio tóxico que passa pelo comando dos coronéis dos diversos partidos, concentrando tudo do mesmo em busca do nada.

Em meio a isso tudo, um candidato a presidente foi agredido a faca, isso demonstra que o clima é tenso e exige equilíbrio da população.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

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