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“O título da Copa América e o futuro da seleção”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Desde o fracasso da Seleção Brasileiro na última Copa do Mundo, o torcedor brasileiro vivia um clima de divórcio com a seleção. Com a conquista da Copa América, o clima mudou e um novo período se inicia.

É evidente que a conquista da Copa América foi mais que merecida. A seleção cresceu durante a competição e fez por merecer a conquista da América. Muito bom!... Mas não basta. Temos que voltar a conquistar o “mundo”.

Essa gloriosa conquista da Copa América, deve-se ao trabalho do Técnico e a pilares de um sistema defensivo sólido, a um meio de campo eficiente e um sistema ofensivo ainda em formação.

Mesmo aplaudindo o desempenho de Jesus e Cebolinha, é muito estranho não ter um centroavante de ofício, um matador como Ronaldo, Romário, Careca e tantos outros, que bastava um toque oportunista e botava a bola na rede. Atletas de explosão, com grande velocidade, eficientes na finalização. Hoje não temos esse homem, ou temos, mas o sistema tático não busca ter um centroavante fixo.

De toda forma, o que mais preocupa a seleção para o próximo mundial é justamente o sistema defensivo. Thiago Silva tem 33 anos. Daniel Alves 36, Miranda 34, Felipe Luís 33. Isso significa que o futuro da seleção deve passar, indubitavelmente por uma renovação no sistema defensivo, que atualmente representa o pilar de sustentação de nossa seleção.

Em outros setores do time como o meio campo, Tite já adiantou uma renovação. São vários jogadores jovens, testados e aprovados para estarem na próxima Copa do Mundo.

Antes da conquista do título da Copa América, diversos analistas de futebol davam sinais e emitiam o desejo de que o Tite deveria deixar o comando da Seleção. São os mesmos analistas que vivem dizendo que é preciso dar tempo aos treinadores para consolidar um trabalho.

É justamente agora o momento em que a seleção não pode trocar o técnico, pois o Tite já conhece o funcionamento e necessita de tempo para buscar substituto para uma zaga altamente eficiente, mas que está envelhecendo e necessita de uma substituição natural. Outro desafio é encontrar um jeito de fazer o Neymar jogar futebol na Seleção.

Ouço torcedores dizerem que ele não fez a menor falta na Seleção. Dizem que no Santos ele era um protagonista. Dizem que foi muito bem no Barcelona, dizem que foi indispensável na conquista inédita da medalha de ouro nas Olimpíadas, (seleção olímpica) porém, é quase unanimidade na análise dos torcedores de que na Seleção principal o Neymar nunca foi grande o suficiente para colocar o Brasil no pódio. Como fez Ronaldo, Romário, isso para não voltar muito no tempo e citar gente realmente grande, verdadeiros deuses do futebol que vestiram a camisa amarelinha.

O trabalho de equipe fez do Brasil campeão da Copa América sem Neymar. Portugal também foi campeão da Eurocopa sem Cristiano Ronaldo. Traduzindo: eficiência coletiva. Entretanto, não se pode desdenhar o talento de Neymar, mas o Tite tem que fazer ele entender que a seleção é um grupo e que, Neymar é um bom jogar, mas está muito longe dos grandes que já passaram pela seleção.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista.

elizeumuchon@hotmail.com

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