Buscar

Opinião: “Futebol e política”, por Elizeu Gonçalves Muchon

Elizeu Gonçalves Muchon é professor e jornalista

Cb image default

Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Vêm aí dois eventos importantes para os brasileiros. A copa do mundo de futebol e as eleições.

A copa do mundo será um momento em que boa parte dos brasileiros vestirá as cores do Brasil. Torcerá pela nossa seleção, sobretudo para que não venha outro vexame do 7 a 1.

As eleições? Bom, as eleições são um pouco mais complicadas. Mas, também tem torcedores. Uns torce o nariz, outros torcem por fulano ou ciclano.

De qualquer forma será eleito um novo Presidente, um novo Governador, os Deputados Federais, 2/3 do Senado e os Deputados Estaduais.

Tudo precisa melhorar: a saúde a educação a economia, segurança pública e por aí vai, porém, a corrupção está no topo, no foco, porque ela tem carcomido bilhões dos cofres públicos, (só perde pra sonegação), e, ao carcomer o dinheiro público, como uma ferrugem maldita, tira dinheiro de todas as áreas.

Mas, será que na hora de votar esses problemas orientarão a decisão do eleitor? Especialistas duvidam disso.

Por hora o que temos são pré-candidatos. A imagem que se forma no momento é uma metáfora do caos reinante nesta pré-campanha. As pedras se movem no tabuleiro das alianças e a saída de Joaquim Barbosa foi um alívio para alguns candidatos. “A” quer se unir a “B”, “C” não quer o “D”, e no fundo o que se vê são ameaças de coligações que mais beira o estapafúrdio, o embrião de um futuro governo de mãos amarradas por conta de uma coligação pragmática e não programática. O que vale é o efeito multiplicador.

Todos sabem o que é preciso fazer. Desburocratizar a máquina pública. Fazer um novo pacto federativo e diminuir o tamanho do Governo Federal em relação aos Estados e Municípios. Diminuir a Carga tributária. Criar um ambiente que possa motivar os investimentos e promover o desenvolvimento. Combater a corrupção. Estancar a sonegação e muito mais, pois nessa toada, vai melhorar a economia e possibilitar investimentos na áreas básicas: saúde, educação, etc.. Todos os pré-candidatos devem ter plena consciência disso. O que se espera é o comprometimento deles com o eleitor e a esperança para que o eleitor leve em conta isso no momento de decidir seu voto.

Pena que o Brasil não é mais um país que faz o asfalto roncar. Não se ouve mais a voz roucas das ruas. No melhor dos mundos, o que há em uma parcela da sociedade é o clima de insatisfação, que atinge algumas instâncias de representação social, especialmente na cobrança pela participação nos mecanismos de planejamento, formulação e execução de políticas públicas, hoje fortemente centralizado no Governo Federal.

Aqui no MS, as pedras também se movem no tabuleiro das alianças. Os três pré-candidatos com melhor pontuação nas pesquisas, asseveram que não abrem mão da cabeça de chapa. Mas o que pesa mesmo são possíveis novas denúncias, isso seria a última pá de cal na candidatura de qualquer um dos postulantes. É fato, que tem uma noiva preferida neste contexto. Trata-se do ex-prefeito de Dourados Murilo Zauith. Ele assumiu a presidência do DEM e arrastou várias lideranças, fortalecendo o partido e tem até sinalizando por uma candidatura própria. Com certeza vai esperar até o último minuto no aguardo de que alguma das candidaturas já posta possa sucumbir, se isso acontecer, poderá lançar sua candidatura com competitividade, ao contrário, poderá ser o vice dos sonhos de qualquer outro candidato. Pelos bastidores, muita gente lembra que ele foi candidato ao Senado em 2.010 e obteve 21,61% dos votos 512.119 votos, ficando apenas 32.814 votos atrás do Moka que obteve 544.933 votos, ficando com a segunda vaga, já que a primeira ficou com Delcídio que obteve 826.848 votos.

A campanha deve pegar fogo mesmo depois da copa do mundo, mas os pré-candidatos já fazem seus périplos pelo interior. Odilon tem tomado seu “cafezinho amigo” aqui e acolá, falando de seus feitos como Juiz. Azambuja inaugurando e lançando obras e André falando com seus companheiros de outrora, na tentativa de pavimentar sua candidatura, chamuscada de denúncias.

O futebol e a política estão na pauta dos brasileiros. No futebol o Tite busca uma solução para substituir o lateral Daniel Alves que lesionou o joelho, além de acertar os últimos detalhes da seleção em busca do sexto título para o Brasil. Na política tem muita gente assobiando e quem assobia quer cantar. Vejo muitos candidatos falando dos pobres e sobre os pobres. Neste sentido, lembro que Jesus falava em pobres e andava descalço. Já os políticos falam em pobres e andam com seguranças e no conforto proporcionado pelo capitalismo.

Quanto à copa do Mundo? Eu sou mais Brasil.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista.

[email protected]

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.