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Opinião: “Intervenção imediata”, por Eduardo Martins

Eduardo Martins é professor de história da UFMS no campus de Nova Andradina

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Professor Eduardo Martins - Foto: Divulgação

É preciso uma intervenção imediata, o país não aguenta mais. Tanta falta de bom senso, lógica e conhecimento histórico. É necessário uma intervenção que traga ordem a esse caos que se implantou no Brasil. Somente uma intervenção poderá trazer lucidez, imaginação, paz, esclarecimento e, sobretudo, lançar luzes às trevas da ignorância que se instalou nas mentes e corações dos ditos patriotas.

Entende-se que tais pessoas ávidas, sem esperança e apavoradas por não ganharem uma eleição nas urnas há 13 anos queiram burlar as regras do jogo. Por isso eu também proponho uma intervenção. Nas ideias, no pensamento, no raciocínio e, sobretudo, na ética.

Intervenção democrática é o que precisamos. Ninguém em sã consciência gosta de violência, prisões arbitrárias, exílios, torturas e falta de liberdades. Ninguém em sã consciência quer abrir da democracia para instalar um regime de exceção.

Peço intervenção urgente nas urnas. Que o candidato mais preparado, mais honesto, mais trabalhador e melhor para governar o país ganhe nas urnas.

Por fim, intervenção das ideias, dos projetos, honestidade, liberdade de expressão e voto. A única intervenção que a democracia aceita é a do voto. Pedir coisas diferentes é antidemocrático. Sendo assim, é de se lamentar que alguns patriotas clamem pelo fim da democracia, é lamentável ver o dito cidadão de bem rogando pelo fim do Pacto Social e humano.

Tristes tempos esses em que aqueles que deveriam proteger e, sobretudo, manter a democracia, a paz social, o Direito, a Constituição Federal, as regras mínimas de convivência humana são as principais pessoas pedindo um tipo de intervenção antidemocrática, violenta e de exceção.

Considerando esses tempos obscuros e ignorantes recomendo as Luzes do conhecimento, da tolerância. Caos é a matéria prima dos maus perdedores. Acabar com a democracia é uma opção fácil e afrodisíaca. Violência contra os inimigos uma opção aceitável, ademais pedir intervenção que não seja democrática é jogo sujo! O que está em jogo nesse momento é a democracia contra a violência; é prudente se colocar do lado do voto e da liberdade. Por tudo isso proponho uma intervenção intelectual nas ideias dos patriotas que pedem regime exceção. Fora Temer e Diretas já.

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