Buscar

“Os atropelos e contradições da Reforma da Previdência no MS”, por Elizeu Gonçalves Muchon

Cb image default
Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

O Governador Reinaldo surpreendeu a todos ao, sem avisar, encaminhar seu Projeto de Reforma da Previdência dos Servidores Estaduais para Assemblei Legislativa, mesmo antes do Congresso Nacional aprovar a tal PEC paralela que inclui os Estados e Municípios na Emenda 103. “Um atropelo”.

Os Deputados Estaduais, igualmente atropelaram o Regimento Interno da Assembleia Legislativa e diminuiriam de dez para três sessões, os debates sobre o texto. “Mais atropelo”.

O texto do Governo deixa os Juízes, Desembargadores e Conselheiros do Tribunal de Contos fora do teto máximo de 5.700,00, ou seja, eles vão poder se aposentar com o teto do Servidor Público, quase 40.000,00. “Injustiça”

Essa elite dos Servidores, quer, via emenda incluir Promotores e Defensores nesta “maravilhosa exceção”, ou seja, ter direito de receber o teto máximo dos servidores, digo, quase 40.000,00, enquanto os pobres mortais ficam com o teto do INSS, 5.700,00. “Retaliação”.

Nenhum Dep. apresentou emenda que possa rever as regras de transição, que agrega um pacote de maldades aos servidores que estão próximos de se aposentar. “Irresponsabilidade parlamentar”.

Os Sindicatos misteriosamente se calaram. “Irresponsabilidade Sindical”.

Milhares de Servidores que sempre contribuíram com 11% do salário para o fundo de aposentadoria e que desde o ano passado estão pagando 14%, vão para vala comum, lembrando que os servidores não têm direito a FGTS e por derradeiro, quase em final de carreira recebem tão cruel notícia. “Injustiça Social.

A propósito não houve explicação didática sobre a reforma da Previdência no MS, tudo está sendo resolvido entre quatro paredes pelos ilustres Deputados, com direito a atropelar o Regimento Interno.

Por exemplo, poucos sabem que o servidor Estadual tido como comum, (administrativo, motoristas etc...), recebem, ao se aposentar uma pequena parte daquilo que contribuiu ao longo da vida, enquanto membros do Judiciário recebem 7,9 vezes mais. TCE 8,9 mais, Defensoria 17,5 vezes mais, MP 19,7 vezes mais. É assim que a banda toca.

É necessário sim uma Reforma da Previdência, mas feita dentro de padrões democrático e com os devidos esclarecimentos e transparência. Lembrando, também que ano passado o MS já havia feito uma reforma.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

[email protected]

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.