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“Os tambores de guerra começam a soar”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

É raro o fim de uma ditadura sem derramamento de sangue. Parece ser esse o destino da Venezuela.

A Venezuela está sentada na maior reserva de petróleo do Mundo, mesmo assim, seu povo clama por alimentos. Sofre as maiores barbáries e humilhações.

Para entender a Venezuela, o regime Chavista incorporado por Maduro, é preciso entender esse país antes da revolução bolivariana.

Entretanto, o que importa nesse momento é esperar que as coisas se resolvam sem derramamento de sangue, não obstante o soar dos clarinhos e rufar de os tambores de guerra ecoando melancolicamente em terras Venezuelanas.

O Brasil, por sua história e tradição diplomática tem autoridade para assumir papel de destaque nas negociações, diante da crise econômico e política na Venezuela. É ocasião importante para testar nossa diplomacia.

Mas o que estamos presenciando é o silêncio. Quase uma indiferença, não fosse as declarações do Vice-Presidente da República General Mourão e uma movimentação atrofiada do Ministro das Relações Exteriores. Quase nada, além de reconhecer Juan Guaidócomo Presidente interino autoproclamado e clamar por uma transição pacífica. Talvez, não se comprometer seja a estratégia do Governo Brasileiro. Talvez.

No outro extremo, o Vice-Presidente dos Estados Unidos, na reunião do Grupo de Lima, assumiu o protagonismo e sugeriu endurecer o jogo com o Ditador Nicolás Maduro, que está acuado, mas com apoio da cúpula das forças armadas.

De qualquer forma, o que se espera é que a democracia seja implantada na Venezuela. Que um governo de transição possa dar início a um processo de transformação social e política, resguardando as liberdades públicas constitucionais, assim promovendo a defesa do direito da população venezuelana, culminando com eleições livres.

Contudo, vale lembrar o que está escrito em “Eclesiastes” – Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir. Tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; TEMPO DE GUERRA E TEMPO DE PAZ.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista.

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