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Por que investir em Bitcoin hoje?

O Bitcoin ganha visibilidade a cada dia no país e, no entanto, ainda dá margem a muitas dúvidas: ela é a moeda digital pioneira, que promete independência dos bancos a longo prazo, mas muitas vezes é interpretada como um ativo ilegal.

O Bitcoin foi criado em 2008, mas a explosão das compras do ativo veio em 2017. No final daquele ano, as criptomoedas tiveram grande valorização. Apenas o Bitcoin cresceu mais de 1300% em valor. 

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Imagem: Reprodução da Internet

Logicamente, isso atraiu muitos investidores interessados em comprar – a ponto de o Brasil, hoje, classificar o ativo como importação em sua balança comercial. Corretoras de Bitcoin, como a Binomo e outras mais, dão acesso seguro a esse mercado internacional que promete transformar os meios de pagamento.

Porém, o ativo ainda não é regulado pela legislação brasileira.

Em 2019, a Receita Federal deu um passo nesse sentido: emitiu uma Instrução Normativa que define “criptoativo” (a categoria em que o Bitcoin se enquadra) como “a representação digital de valor denominada em sua própria unidade de conta”. Não as considera moedas.

Porém, o mesmo documento obriga as corretoras a oferecer informações sobre suas operações: data, titular, criptoativo utilizado, quantidade negociada, entre outras.

Por outro lado, o Banco Central define as criptomoedas como “ativos não-financeiros produzidos”. A entidade já declarou que não as regula, autoriza ou supervisiona. Quer dizer: é uma novidade estrangeira, que ainda não se enquadrou em nosso sistema financeiro.

Mais isso deve mudar muito em breve: dois projetos de lei tramitam no Legislativo com intenção de definir e regular os criptoativos – o Projeto de Lei 2.303/2015 e o Projeto de Lei 2.060/2019.

Mas como uma moeda digital pode se valorizar tanto em tão pouco tempo e se manter alheio ao sistema bancário? O Bitcoin tem uma história fascinante que ajuda a entender isso.

Origem do Bitcoin

O Bitcoin foi inventado por um sujeito chamado Satoshi Nakamoto. Presume-se que seja um japonês, embora ele não tenha revelado quase nenhuma informação pessoal no mundo virtual.

A criação do Bitcoin foi uma façanha: implementar uma moeda digital distribuída de maneira rápida e anônima, mas sem a possibilidade da criação de falsas moedas – e sem a necessidade de a troca ser mediada por bancos. Essa forma de distribuição chama-se blockchain. Ela já tinha sido “rascunhada” por programadores, mas nunca posta em prática.

Do ponto de vista econômico, o Bitcoin se afirma como uma maneira de as pessoas terem moedas com valor universal sem depender de bancos centrais. Assim, esse novo tipo de câmbio serviria como um ativo “de segurança” em contextos em que governos usam dinheiro público para salvar (ou, simplesmente, favorecer) setores privados.

Este ativo digital foi criado logo após a crise econômica de 2008, que teve um impacto catastrófico sobre as finanças de muitas pessoas pelo mundo.

Naquele momento, muitas instituições financeiras deixaram de cumprir com sua responsabilidade de avaliar o risco de empréstimos, especialmente no ramo imobiliário, nos Estados Unidos. Elas praticavam sem restrições a venda e a compra de empréstimos, créditos podres e outros derivativos.

Quando os grandes bancos começaram a quebrar, o governo dos Estados Unidos e de outros gigantes da economia mundial se viu obrigado a injetar dinheiro para evitar falências.

Porém, muitos fechamentos e perdas de bancos foram inevitáveis. Em muitos desses casos, os correntistas ficaram com “as calças na mão”: os bancos usaram o dinheiro deles para aplicar em maus investimentos e depois não tinha como pagá-los. Tampouco o governo.

Nesse contexto, plataformas como a IQ Option (https://iqoptionotzivy.com/pt-br/iq-option-e-confiavel) têm oferecido o serviço de contratação de criptomoedas fácil e rápido, com uso de cartão de crédito. É um modo não regulado, novo e diferente de investir – mas será que compensa?

Bitcoin como investimento

Hoje, as maiores economias do mundo (incluindo a brasileira) têm a perspectiva de menor crescimento econômico e turbulências produtivas. O choque de preços do petróleo, as tensões políticas e a situação de pandemia do coronavírus são os principais motivadores dessa realidade.

O coronavírus mal começou a se espalhar pelo país e a bolsa de valores já precipita seus efeitos daninhos, desvalorizando preços de ações diariamente. Nesse contexto, não é nenhum absurdo buscar outros tipos de investimentos para preservar o patrimônio.

A diversificação de investimentos é necessária. Os investimentos em renda fixa são as opções mais seguras: títulos públicos e CDBs. No entanto, mesmo essa segurança é relativa, pois o Banco Central pode interromper compra e venda de títulos públicos em momentos de instabilidade – o que rompe com uma das vantagens de alguns desses ativos, que é a liquidez.

O Bitcoin se afirma como um investimento com grande liquidez, apesar de ser muito mais volátil que a renda fixa. No curto prazo, a moeda pode ser encarada assim. No longo prazo, a perspectiva é que encontre mais adeptos e aplicações com o passar do tempo – ou seja, pode passar por boas valorizações.

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