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“Rota do desenvolvimento econômico”, por Elizeu Gonçalves Muchon

Elizeu Gonçalves Muchon é professor e jornalista

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

É grande a necessidade de “descentralização” do desenvolvimento econômico em Mato Grosso do Sul. As cidades maiores, por uma série de razões, levam vantagem e atraem as indústrias. Centraliza o desenvolvimento.

Nesse sentido, devo reconhecer que o governador Reinaldo tem se esforçado para levar investimentos e indústrias aos municípios menores. Entretanto, muito depende do gestor municipal.

São inúmeros os obstáculos. Temos no Brasil, quase 5.600 municípios país a fora em busca de trazer empresas e crescimento. É uma intensa briga política, fiscal, de logística, de necessidade de recursos para contrapartida, de boa apresentação do município. É algo extremamente complexo, que envolve marco regulatório, eficiência de gestão, alinhamento de forças dos Poderes Executivo e Legislativo e até o Ministério Público. Exige superação de entraves burocráticos, licenças e autorizações, equívocos e quiproquós que se instalam pelos caminhos, ao se deparar com legislações incongruente, enfim, é um périplo. Quando se trata de multinacional a complexidade é ainda maior, pois exigem acordos bilaterais, sendo infelizmente levado em conta os altos custos de combustíveis, energia, tributação e uma legislação altamente complexa, com um víeis burocrático e desconectado com a economia globalizado. Com tanta tergiversação, o investidor tem cruzado as fronteiras com o Paraguai.

Justamente por isso, é muito bom ver prosperar as negociações, (tenho acompanhado desde seu embrião, por fazer parte da equipe do prefeito Edinho), entre a Prefeitura Municipal de Anaurilândia e a empresa da Coreia do Sul, que também tem negócios em Dubai – KSB – Korea System Business), que planeja implantar no município de Anaurilândia, uma usina solar, também conhecida como parque solar, que é um sistema fotovoltaico de grande porte, (sistema FV), projetado a produção e venda de energia elétrica limpa e renovável.

Na semana passada, o prefeito Edinho Takazono, recebeu o presidente da empresa, senhor Jong-Bok, Park, o Mister Park e uma comitiva de dez pessoas, incluindo executivos e engenheiros.

A Câmara de Vereadores e o Ministério Público acompanharam o prefeito nessa recepção. Na verdade, essa foi a segunda visita do grupo coreano ao município e nesse encontro ficou selado compromissos entre as partes, visando a construção no município de uma usina fotovoltaica de grandes proporções, pois se trata de um investimento inicial de R$ 7 bilhões. Claro que o município entrará com uma contrapartida oferecendo as terras para a construção, assim como para as instalações das placas geradoras.

Ainda há um longo caminho a percorrer, evidentemente, mas as tratativas são mais que animadoras. A negociação já está documentada e ambas as partes providenciando, juridicamente a concretização do empreendimento.

Descentralizar os investimentos, subentende-se, proporcionar um crescimento linear, homogêneo e muito importante para Mato Grosso do Sul.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

elizeumuchon@hotmail.com

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