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“Santa Dulce dos Pobres – Finalmente uma santa brasileira”, por Elizeu Gonçalves Muchon

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Santa Dulce dos Pobres, canonizada em 13 de outubro de 2.019, é a primeira Santa brasileira reconhecida como tal pela Igreja Católica.

Santa Dulce foi uma gigante da caridade. Recebeu, inclusive, o “epíteto” de anjo bom da Bahia. Eu diria mais: anjo bom do Brasil. Mesmo porque ela resplandeceu como um farol luminoso na Igreja de Deus. De tal forma, que “entendo” que a santidade é alcançável para qualquer um que deseje um relacionamento íntimo com Jesus Cristo. Caso inequívoco, evidentemente de nossa Santa Dulce.

Todavia, nessa oportunidade comemorativa a nossa querida Santa, também somos impelidos a refletir sobre um certo distanciamento da Igreja Católica do Brasil, com o Centro do Poder em Roma. Deixa nos parecer que falta influência do Brasil junto a Cúria Romana. Pois vejamos: dizem que somos o maior país católico do mundo. Então por que outros países, principalmente a Itália tem tantos Santos e nós, somente agora temos a primeira?

É apenas uma reflexão, talvez ingênua, de um católico meio negligente como eu, que se limita em ir as missas de domingo de manhã, portanto, não tenho o direito de questionar nada. Ainda assim, vejo uma enorme sede espiritual no povo brasileiro, sede essa que normalmente a Igreja Católica não oferece aos fiéis, via de regra.

Cuja preocupação é reconhecida por alguns religiosos, inclusive, alguns já confidenciaram a mim, em momentos sociais, que incomoda a debandada de cristãos que deixam nossa Igreja Católica em busca de outras opções dentro do cristianismo.

Sou um cristão convicto. Disso não abro mão. De tal ordem que tenho o maior carinho e respeito por irmãos cristãos em qualquer igreja. Claro que como católico quero vê-los comigo, mas se estão em outros templos em nome de Cristo, tenho que respeitá-los.

O que quero dizer é que Jesus Cristo sempre tem que estar acima de tudo e todos. É exatamente assim que nossa Santa Dulce dos Pobres entendia e agia. Fortalecida, assim, em Deus e suas Leis eternas, que regem o Universo, sem deixar de agir com boas obras é que ela chegou à santidade.

É assim que lembro os Salmos:

Saibam que o Senhor escolheu o piedoso;

O Senhor ouvirá quando eu o invocar.

....... Portanto, Santa Dulce dos Pobres, rogai por nós.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

elizeumuchon@hotmail.com

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