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“Uma década perdida para o Brasil”, por Elizeu Gonçalves Muchon

Elizeu Gonçalves Muchon é professor e jornalista

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Elizeu Gonçalves Muchon - Foto: Divulgação

Sem rigor excessivo, é possível afirmar que os últimos doze anos, (pouco mais de uma década), foram literalmente perdidos para o Brasil. A chapa, que está quente, vai ferver. Não se iluda achando que a economia vai melhorar assim que o novo presidente assumir. Basta verificar que o orçamento da união está comprometido em pelo menos 90%.

O governo Dilma, por exemplo, para tentar aquecer a economia, desonerou a folha de pagamento de vários setores. Com isso, abriu mão de meio trilhão de reais por ano em incentivos às empresas. O efeito esperado não veio, o que veio foi um efeito colateral com as contas no vermelho.

Não bastasse, as grandes empresas devem cerca de um trilhão de reais para a previdência.

A economia, que já estava mal, foi agravada com a greve dos caminhoneiros, um tiro no pé, um suicídio com a faca da cozinha, com o ingênuo apoio da sociedade.

Logo, concluímos que o Brasil necessita de um presidente gestor que consiga cortar gastos, gerir melhor as contas, estancar a corrupção. Só isso não será suficiente, é preciso fazer a economia crescer para resolver o déficit.

Mas, como fazer para a economia crescer? Outro problema nessa conjuntura é a chamada regra de ouro. Você não pode pegar dinheiro emprestado para pagar contas, só para investir. Como o Governo investe pouco e ainda está exprimido no teto de gastos, nada se move do lugar.

Ou seja, o próximo presidente vai ter que combinar redução de gastos e aumento de investimentos para fazer a economia crescer. Uma equação difícil. Se não conseguir, pronto, é só fechar a tampa do caixão.

Ainda é bom lembrar que tudo necessita de aprovação do Congresso Nacional, homens e mulheres que nós iremos eleger para essa função. É bom pensar bem em quem votar.

A propósito, algum postulante ao cargo de presidente tem falado sobre esses assuntos? Tem apresentado alguma proposta concreta? Daí a necessidade de ficar atento aos debates, ao conteúdo das propostas e não às pirotecnias dos marqueteiros e aos eloquentes, porém deslocados discursos dos pré-candidatos a deuses salvadores.

Não há que se atribuir pessimismo em nossas análises, até porque o pessimismo não é próprio dos sensatos, no entanto, é necessário ser realista, ter os pés no chão e achar que tudo se resolve com boas intenções, é preciso mais que isso. É equivocado aflorar nossa dessedentação animal e querer saciar nossos desejos de uma só vez, a paciência e prudência são virtudes dos sábios.

Elizeu Gonçalves Muchon – Professor e Jornalista

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