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Uma história de superação, perseverança e fé!

Nenão e a esposa Cidinha, em demonstração de superação e fé, pedalam da capital de MS até Nova Andradina

Dizem que as pessoas são movidas por paixões, pelos sentimentos, pelos desafios e, muitas vezes, pela fé. As pessoas são movidas pelo que elas acreditam!

Há cerca de 5 anos, o vice-prefeito Nenão e a esposa Cidinha descobriram a paixão pelo moutain bike e desde então, participam de passeios ciclísticos e trilhas na companhia de amigos e grupos como o Pata de Onça, e posteriormente, o Clube Galera do Pedal, no qual Cidinha é uma das fundadoras, juntamente com Simone Neves, Jaqueline Sartori e Cristiane Sena.

Em outubro do ano passado, numa viagem a Aparecida do Norte para agradecer as bênçãos recebidas, movidos por um sentimento de gratidão e de fé, Nenão teve a ideia de encarar o desafio de percorrer quase 300 quilômetros em cima de uma bicicleta na companhia da sua fiel companheira de pedalada, a esposa Cidinha.

O ponto de partida escolhido pelo casal foi o Clube da Caixa, situado às margens da rodovia MS-276 saindo da capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande até a sua cidade de origem Nova Andradina (MS-134). Assumido o propósito da viagem, o qual eles guardam somente para si mesmos, começaram os estudos para colocar o pé (e as bikes) na estrada.

Após quase seis meses, o planejamento estava pronto e Nenão e Cidinha partiram para a aventura na última sexta-feira, 13 de abril. O vice-prefeito conta que fez o levantamento dos trechos mais críticos, procurando atalhos, acostamentos, guard rail e trilhas por estradas não pavimentadas.

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Nenão e Cidinha percorreram 288,9km em 16 horas, 49 minutos e 41 segundos – Fotos: Divulgação

“Os atletas da mountain bike não gostam do asfalto e nós não somos diferentes, mas em alguns trechos não tinha como fugir. Então, tivemos três desafios: andar por um rodovia, em meio a muitos veículos e caminhões pesados; estarmos sozinhos nesta estrada, sem a companhia de colegas, correndo riscos de assalto ou acidentes e o desafio de não ter apoio durante todo o percurso, já que em todos os passeios e trilhas sempre tivemos os pontos de apoio com água, alimentos, primeiros socorros, enfim, total suporte”, conta o atleta amador.

Assim, o casal teve a colaboração da ciclista e proprietária de uma empresa de suplementos alimentícios e produtos naturais, Iracelis Becegato, na preparação alimentar e dicas de suprimentos para levar, de maneira a garantir força e energia para todo o trajeto.

Plano de viagem

O percurso de 288,9 km foi dividido em três etapas. No primeiro dia, sexta-feira (13), Nenão e Cidinha saíram às 5h30, do Clube da Caixa Econômica Federal, situado na saída de Campo Grande com destino a Nova Alvorada do Sul, onde pernoitaram num hotel. A distância percorrida foi 105 km. Foram 5h40min pedalando, com média de 18,4km/h.

O 2°dia da jornada foi o mais difícil, já que percorreram 125 km de Nova Alvorada do Sul até Nova Casa Verde. Neste dia, Cidinha disse que contaram com a ajuda das filhas e do genro, que moram na capital e vieram à Nova Andradina para um evento. “Eles pegaram nossa mochila com roupas no hotel em Nova Alvorada e deixaram no hotel de Casa Verde. Assim, não tivemos que carregar o peso nas costas”, relembra. “Foi o único apoio que tivemos”, emenda.

No primeiro trecho, eles percorreram 40 km até o posto 210 e seguiram até o restaurante Casarão, na entrada do Ipezal por mais 20km. “Neste local, estávamos no meio do caminho, a 65 km do destino, quando entramos no período mais crítico, próximo das 10 horas da manhã, por conta do sol quente e também devido à falta de opções de parada”, conta Cidinha.

Por volta das 12h30 do sábado, no famoso km 152, o casal viveu o momento mais tenso da viagem, quando ficaram quase sem água. “O restinho que tinha estava bem morna. Sentamos num banco de ônibus e começamos a rir. Fisicamente estávamos cansados, mas a mente não se entrega. Já tínhamos percorrido 98 km. Foi quando a Cida olhou para o lado e visualizou um trator há 300 metros. Na hora ela disse: vem vindo um anjo trazendo água pra nós. E, realmente, ao chegar tinham um garrafa vermelha, com a torneira em baixo, cheia de água, super gelada. Bebemos muito e ainda abastecemos nossas garrafas e deu um gás para chegar ao Posto da Torre, onde chegamos às 14 horas e 15 minutos”.

Neste local, a parada foi mais longa. Fizeram um lanche e descansaram até próximo das quatro da tarde, quando partiram em direção a Casa Verde, distante 14 km. Eles pernoitaram novamente num hotel e, no 3° e último dia da pedalada deixaram o distrito rumo a Nova Andradina, às 6 horas da manhã. Às 10 horas, estavam entrando na cidade, com o sentimento de dever cumprido e, de quebra, na bagagem, muitas histórias para contar.

Nenão e Cidinha percorreram 288,9km em 16 horas, 49 minutos e 41 segundos. Para profissionais de mountain bike, não seria nada extraordinário, porém, para quem pratica o esporte de forma amadora, o desafio é grande.

Como disse Cidinha, “é preciso acreditar em si mesmo, acreditar em algo muito maior, ter fé, ter coragem e força de vontade. Viemos muito mais fortalecidos, acreditando mais na capacidade do outro e na nossa própria. Durante todo o percurso nossos pensamentos eram nossos filhos e o poder de Deus em nossas vidas. O vínculo que temos é ainda mais forte”.

Para Nenão, esta viagem mostrou o verdadeiro sentido de superação. “Somos mais fortes do que pensamos e, às vezes, é preciso uma prova de fogo para nos fazer descobrir nosso poder de superação”, completa o vice-prefeito.

Como está escrito no dicionário superação pode é a “ação superior, ação de superar a si mesmo e às adversidades”. Mas, por traz da ação existe sempre uma postura positiva diante da vida e um outro sentido para a palavra desistir: deixar de existir”.

Sem dúvida, eles construíram uma história de aventura e fé, e porque não dizer, de exemplo de perseverança e de que vale a pena viver o que acreditamos. Afinal, as pessoas são movidas pelo que elas acreditam!

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