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Em Batayporã, cachorra fica gravemente ferida ao ser vítima de maus-tratos

Fato, que ocorreu na Vila Maria Gonçalves, está sendo apurado pelas autoridades

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Bolinha ficou bastante ferida devido à agressão que sofreu - Imagens: WhatsApp / Nova News

Uma cachorra já idosa e sem raça definida ficou gravemente ferida ao ser vítima de maus-tratos em Batayporã. O fato chegou até a redação do Nova News por meio de denúncia realizada por moradores na noite deste sábado (25).

Conforme relatado ao site, na sexta-feira (24), “Bolinha”, como é chamada, teria chegado na residência de sua dona com graves queimaduras supostamente provocadas por água quente.

Crianças que brincavam na Rua Manoel Jorge Simão, onde o fato ocorreu, teriam suspeitado de um vizinho que teria sido visto com um caneco nas mãos momentos antes.

A dona da cachorra ministrou um medicamento nos ferimentos, porém, devido a dor, o animal acabou fugindo da casa, tomando rumo ignorado, reaparecendo apenas neste sábado (25), bastante debilitada.

Uma filha da proprietária do animal acionou a Polícia Militar Ambiental (PMA), sendo que, por estar realizando fiscalização em outra região, não pode comparecer de imediato, mas se comprometeu a ir até o endereço assim que possível.

Ela então ligou para o 190 da Polícia Militar, que acionou voluntários da Organização Não Governamental (ONG) Patinhas de Amor, que viabilizaram a internação da cachorra na Animal Clínica Veterinária, em Nova Andradina, onde ela foi submetida a cirurgia ainda na noite deste sábado (25).

Segundo os membros da ONG, o estado de “Bolinha” é bastante delicado, mas há chances de que ela se recupere. “Ela foi submetida a um delicado procedimento sob anestesia geral. Agradecemos à Nova Fórmula por ter nos atendido na formulação de emergência utilizada na cirurgia”, disse um dos membros da clínica.

Cachorra sendo submetida aos procedimentos veterinários na noite deste sábado (25) - Imagens: WhatsApp / Nova News

Em contato com PMA, o Nova News obteve a informação de que uma equipe foi até o local onde teria ocorrido o fato. Apesar da realização de diligências, não houve como apurar com certeza quem seria responsável pela autoria do crime.

O comando local da PMA disse que orientou a proprietária do animal a registrar o caso na Polícia Civil para as devidas investigações, bem como a própria Polícia Militar Ambiental também lavrou um boletim de ocorrência sobre o episódio, sendo que o documento também será encaminhado à delegacia.

Crime

O crime de maus-tratos é tipificado no artigo 32 da lei 9.605/98, a lei de crimes ambientais, que dispõe sobre praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

O infrator que comete qualquer tipo de maus-tratos contra animais será multado administrativamente em R$ 500 a R$ 3 mil por animal, com amparo no artigo 29 do decreto federal nº 6.514/08, que dispõe sobre infrações e sanções.

Já o decreto federal nº 24.645/34 estabelece medidas de proteção aos animais, determinando que manter animais em lugares sem higiene, acorrentados, sem água, sem comida ou abandonar animal doente, ferido, não prestando assistência veterinária é crime.

Denúncias

Casos de maus-tratos contra animais de qualquer espécie podem e devem ser denunciados para que as devidas providências sejam tomadas.

Na região do Vale do Ivinhema, por exemplo, o cidadão pode comunicar a situação na Delegacia de Polícia Civil mais próxima ou acionar a Polícia Militar Ambiental pelo telefone (67) 3443-1095. Feita a denúncia, que pode ser anônima, a fiscalização irá até o local indicado para realizar a averiguação.

Se o fato comunicado for verídico, o infrator será autuado e multado administrativamente. Ele também é apresentado na Polícia Civil, onde um inquérito será iniciado e posteriormente encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE).

Há também a possibilidade de acionar os voluntários da ONG “Patinhas de Amor” por meio de suas redes sociais: Facebook e Instagram.

Mais especificamente em Nova Andradina, outra opção é levar o caso ao conhecimento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pelo telefone (67) 3441-4715.

As pessoas envolvidas na causa reforçam que as denúncias podem ser anônimas e são de fundamental importância para a defesa dos animais vítimas da crueldade e da omissão de alguns seres humanos.

Entre em contato com o Nova News

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